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Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
Os valores congelados em 1º de novembro, mesmo com os aumentos praticados de lá para cá, são: gasolina comum, R$ 6,5553; óleo diesel, R$ 4,9876; gás de cozinha, R$ 8,0400 o quilo; e etanol hidratado, R$ 4,7720
Governador Ronaldo Caiado desmente fake news sobre ICMS dos combustíveis
17/03/2022, às 19:03 · Por Eduardo Horacio
Após fake news circularem nas redes sociais
sobre a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
referentes aos combustíveis, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil)
usou sua conta no Twitter, na manhã de quinta-feira, 17, para esclarecer o
assunto. Perfis ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PL) tentam,
equivocadamente, imputar aos governadores as sucessivas altas nos preços dos
combustíveis.
“Vamos falar a verdade! O Governo de Goiás liderou junto aos
demais governadores, ainda em novembro, o congelamento da alíquota do ICMS
sobre os combustíveis. Desde então, o imposto é cobrado sobre o valor de R$
6,55 por litro de gasolina”, explicou o governador. A medida significa que o
Estado deixa de arrecadar R$ 40 milhões por mês, a fim de amenizar a alta dos
combustíveis.
“É um esforço que considero importante para aliviar o bolso
dos goianos”, argumentou Ronaldo Caiado. Segundo o governador, ele continuará
na defesa, seja no Fórum de Governadores ou em qualquer outra esfera, os
interesses dos goianos. “Não assinaremos qualquer proposição que prejudique os
contribuintes”, garantiu.
Os valores congelados em 1º de novembro, mesmo com os
aumentos praticados de lá para cá, são: gasolina comum, R$ 6,5553; óleo diesel,
R$ 4,9876; gás de cozinha, R$ 8,0400 o quilo; e etanol hidratado, R$ 4,7720.
Atualmente, está mantida a cobrança do ICMS somente até esses valores.
Petrobras
A maior parte da composição dos preços praticados para o consumidor final
independe dos Estados. O valor dos combustíveis nas refinarias é definido pela
Petrobras, que adota o Preço de Paridade Internacional (PPI), baseado nos
valores praticados pelo mercado externo, já que o petróleo é uma commodity e
tem seu valor variado em função da demanda mundial.
O barril Brent é a referência global usada nas
negociações de petróleo e é cotado em dólar, que, em função da instabilidade de
seu preço ante ao real, tem registrado altas e interferido no valor dos
combustíveis para as refinarias e consequentemente para as distribuidoras,
postos e o consumidor final.
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