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O rubro-negro superou grande queda em suas receitas com rebaixamento em 2017, mas manteve as contas equilibradas, além de melhorar a estrutura patrimonial com a reforma do Estádio Antônio Accioly
Atlético Goianiense corta 50% das despesas em um ano e mantém contas em ordem
19/07/2019, às 00:02 · Por Eduardo Horacio
Um dos líderes da Série B do Campeonato Brasileiro após dez
rodadas, o Atlético Clube Goianiense manteve-se organizado financeiramente para
ter condições de lutar para voltar à primeira divisão do futebol nacional. O
rubro-negro superou grande queda em suas receitas, com rebaixamento em 2017,
manteve as contas equilibradas, além de melhorar a estrutura patrimonial com a
reforma do Estádio Antônio Accioly.
O Atlético terminou 2018 com uma arrecadação de R$ 24,7
milhões. No ano anterior, havia amealhado R$ 41,7 milhões. Ou seja, após cair
de divisão, o rubro-negro goiano perdeu recursos da ordem de R$ 17 milhões – em
torno de 40% a menos.
Os direitos de transmissão representaram a maior queda nas
receitas do clube. Na primeira divisão, o Atlético faturou R$ 29 milhões da TV,
valor que passou a ser de apenas R$ 6,4 milhões jogando a Série B. O clube
também viu a bilheteria recuar de R$ 4,7 milhões para R$ 923 mil entre 2017 e
2018.
O clube de Campinas amenizou a vertiginosa queda de recursos
com direitos de transmissão e venda de ingressos com um substancial crescimento
na negociação dos direitos federativos de atletas. Passou de R$ 3,7
milhões para R$ 11,1 milhões. As receitas de patrocínio e publicidade
mantiveram-se estáveis entre 2017 e 2018 (em torno de R$ 4,5 milhões).
Equilíbrio
Ao perder recursos, o Atlético conseguiu manter as contas estabilizadas
cortando gastos em um porcentual ainda maior. Se o clube perdeu 40% das
receitas (entre 2017 e 2018), cortou quase 50% de suas despesas no mesmo
período – os gastos totais em 2018 somaram R$ 18,2 milhões contra R$ 36,2
milhões do ano anterior.
Um exemplo da contenção de despesas do rubro-negro pode ser
notado nos gastos com o departamento de futebol. Na campanha que rebaixou o
clube (2017), o Atlético gastou R$ 13,3 milhões com salários e encargos. No ano
passado, a folha salarial total recuou para R$ 8,8 milhões.
O balanço do Atlético aponta superávit em anos consecutivos.
No último ano, a sobra entre receitas e despesas foi de R$ 6,5 milhões (em
2017, mesmo com uma receita maior, o saldo positivo havia sido menor: de R$ 5,5
milhões).
Dívidas
A dívida acumulada pelo Atlético aproxima-se de um ano de arrecadação do clube,
mas está em queda nos últimos anos. No balanço apresentado pelo clube, o
déficit acumulado em 2018 é de R$ 19,8 milhões. O saldo negativo era de R$ 26,2
milhões – a diferença de um ano para outro é exatamente o superávit alcançado.
Vale lembrar
Ao analisar as finanças do Goiás E.C o Poder Goiás teve acesso aos
estudos de duas consultorias independentes: a Pluri Consultoria e Itaú BBA. Os
números referentes ao Vila Nova foram analisados pela Pluri Consultoria.
Já os dados referentes ao Atlético Clube Goianiense foram colhidos de demonstrativo apresentado apenas pelo próprio clube e aprovado em suas instâncias internas. O balanço financeiro do rubro-negro foi auditado pela VR Group Auditores e Consultores, empresa contratada pelo clube.
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