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Foto: Cauê Moreno
A solenidade de abertura das mostras será realizada na quinta-feira, 31, às 20 horas, no Centro Cultural Oscar Niemeyer
Estado reabre o Museu de Arte Contemporânea após dois anos fechados pela pandemia
30/03/2022, às 19:04 · Por Eduardo Horacio
Duas exposições marcam a reabertura do Museu de Arte
Contemporânea de Goiás (MAC) após dois anos fechado ao público devido a
pandemia da Covid-19. A solenidade de abertura das mostras será realizada na
quinta-feira, 31, às 20 horas, no Centro Cultural Oscar Niemeyer. As exposições
ficam disponíveis ao público até o dia 27 de maio, com entrada franca.
Um dos destaques é o acervo doado pelo Instituto Fayga
Ostrower em comemoração ao centenário de nascimento da artista plástica. No
mezanino do MAC, serão exibidos 45 trabalhos doados pelos filhos de Fayga ao
museu do Centro Cultural Oscar Niemeyer. Cinara Barbosa, curadora da mostra
“Fayga Ostrower: diálogos ativos”, acredita que o primeiro benefício da doação
é a participação do MAC nas comemorações do centenário da artista.
Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte
e professora, Fayga Ostrower nasceu na Polônia, veio com a família para o
Brasil como refugiada, rompeu com o figurativismo e abraçou o abstracionismo.
“O que eu trago nessa curadoria é buscar sinalizar a face dessa artista,
mulher, como uma intelectual preocupada em, além de criar, pensar e falar sobre
arte”, detalha a curadora.
“Conversas: resistência e convergência”
Com inauguração na mesma data, no andar térreo do MAC, a mostra “Conversas: resistência
e convergência”, com curadoria de Paulo Henrique Silva, apresenta obras de 51
artistas contemporâneos do Planalto Central que pertencem ao Museu de Artes
Plásticas de Anápolis (Mapa). A exposição é um recorte temporal que busca criar
uma espécie de raio-x da produção regional, apresentando um coletivo de
artistas que moram e trabalham nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso
do Sul e no Distrito Federal.
De acordo com o curador, a mostra busca compreender a arte
da Região Centro-Oeste como um dos eixos que compõem a produção brasileira. “O
imaginário do exótico e da potência da arte realizada fora do circuito Rio-São
Paulo tem chamado a atenção para a arte contemporânea do Planalto Central,
instigando novas investigações sobre uma produção expressiva em volume e
qualidade que, até então, por muitas vezes, foi excluída de importantes mostras
do cenário nacional”, define Paulo.
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