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Goiânia, 02/04/25
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Na nota de repúdio, o vereador Mauro Rubem diz que são intoleráveis as práticas violentas que vêm sendo adotadas em Goiânia e direcionadas a quem se manifesta de forma crítica em relação à atual gestão

Mauro Rubem solta nota de repúdio contra violência praticada contra professores

01/04/2022, às 13:58 · Por Redação

A inauguração do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Vila Areião, que ocorreu nesta quinta-feira, 31, foi marcada por atos de violência. Após a confusão entre servidores da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e integrantes do Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed), o vereador Mauro Rubem (PT) soltou uma nota de repúdio em defesa aos professores Renato Régis, Hugo Rincón, que foram algemados e encaminhados à Central de Flagrantes, e Juliana Rosa, que foi agredida com um soco no rosto.

Para o vereador, os professores se encontravam no local exercendo o direito de greve e com a tentativa de negociar com o prefeito Rogério Cruz (Republicanos) valores referentes ao piso salarial e a data-base, que engloba, além dos professores, os servidores administrativos. “Diante dos fatos, o prefeito Rogério Cruz se mostra irredutível e permanece descumprindo a Lei ao não pagar a data-base e o piso salarial”, diz o parlamentar.

Ainda na nota de repúdio, Mauro Rubem fez menção aos 58 anos da implantação da Ditatura Militar no Brasil e lembrou que o seu legado violento foi encerrado com a promulgação do Constituição Federal de 1988. “Ao determinar a repressão violenta da GCM aos manifestantes, Rogério Cruz vai além de descumprir a Lei e pisoteia na Constituição Federal”, diz, acrescentando que trata-se de uma prática que tem sido recorrente na sua gestão durante as ações dos integrantes da GMC, que para ele, é inadmissível e não pode continuar.

O parlamentar acredita que “é urgente e essencial que o prefeito Rogério Cruz cumpra a lei e a Constituição Federal, adote medidas imediatas, mudando a orientação dada à corporação em relação ao comportamento diante de cidadãos que exercem pacificamente seus direitos, e determine a instauração imediata dos procedimentos para apuração dos fatos, com a consequente punição dos agentes envolvidos nos atos de abuso de autoridade”, solicita.

O vereador Mauro Rubem finaliza a nota de repúdio dizendo que “são intoleráveis as práticas violentas que vêm sendo adotadas em Goiânia e direcionadas a quem se manifesta de forma crítica em relação à atual gestão municipal, como o que ocorreu hoje com Hugo, Renato e Juliana”, solidariza o parlamentar e diz que a Constituição Federal deve ser respeitada. “Hoje, mais que nunca, é dia de dizer: Ódio e nojo à ditadura!”, concluiu.

Entenda o caso
Dois professores foram presos durante um protesto de servidores da educação nesta quinta-feira, 31. A confusão começou quando o prefeito Rogério Cruz saia da inauguração de um Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) na Vila Areião. Os manifestantes ligados ao Simsed subiram no carro da prefeitura, foram detidos e levados pela Guarda Civil Metropolitana (GCM), para a Central de Flagrantes e uma professora levou um soco no rosto. Os manifestantes denunciam que houve truculência da GCM.

Em resposta, a prefeitura disse que houve agressão ao prefeito, e que “para conter os manifestantes e garantir a segurança do prefeito, agentes da Guarda Civil Metropolitana intervieram, com uso progressivo da força, para desobstruir a passagem do veículo".


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