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A Polícia Civil de Goiás destacou que a “nova operação visa coibir a prática de crimes dolosos contra a vida"
Guardas civis são presos suspeitos de assassinatos ocorridos na Serra das Areias, em Aparecida
27/04/2022, às 14:10 · Por Redação
Dois integrantes da Guarda Civil Municipal de Aparecida de Goiânia, de 38 e 35
anos, foram presos em uma operação da Polícia Civil deflagrada na última
terça-feira, 26, suspeitos de homicídios ocorridos na Serra das Areias.
Segundo o jornal O Popular, um deles, membro da Ronda
Ostensiva Municipal (Romu) - braço de elite da Guarda -, é acusado de ter
efetuado os disparos que mataram o padrasto e mãe de uma criança de três anos,
em um apontado esquema de queima de arquivo. A segunda fase da Operação Caronte
cumpriu três mandados de prisão e ocorreu com “vínculo direto com as provas
colhidas na fase anterior”, deflagrada em setembro de 2021. Na ocasião, 11
guardas civis foram alvos da ação que apurava um homicídio ocorrido em outubro
de 2017. Oito deles foram presos e quatro, indiciados.
Os suspeitos foram liberados posteriormente, mas um deles voltou a ser preso
ontem, terça-feira. Além da suspeita de envolvimento no assassinato de 2017 –
cuja vítima é um homem que foi abordado quando tomava banho em um córrego
próximo ao Jardim Tiradente, e que teria sido alvo de extorsão após a
verificação de seus antecedentes por tráfico de drogas -, o guarda civil também
é acusado de ser o autor dos disparos que mataram um homem de 28 anos e uma
mulher 20, padrasto e mãe de uma criança de três anos encontrada sozinha em
casa em uma casa do setor Estrela do Sul, em Aparecida de Goiânia, em março do
ano passado.
Em nota, a Prefeitura de Aparecida declarou que a secretaria de Segurança
Pública de Aparecida “está colaborando com as investigações da Polícia Civil
por meio da Corregedoria da GCM”.
A Polícia Civil de Goiás destacou que a “nova operação visa
coibir a prática de crimes dolosos contra a vida praticados por membros da Segurança
Pública Municipal. Pontua-se, por fim, que a operação teve colaboração da
Corregedoria da GCM de Aparecida de Goiânia”.
Violência GCM Aparecida de Goiânia