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Serviço começa a receber cadastros no dia 13 de maio
Cerca de 5 mil empresas devem aderir ao Passe Livre do Trabalhador na Grande Goiânia
04/05/2022, às 10:59 · Por Redação
Cerca de 5 mil das 8 mil empresas da região metropolitana de
Goiânia devem aderir ao Passe Livre do Trabalhador (PLT), o novo serviço do
sistema de transporte coletivo. A possibilidade de aderir ao PLT começa no
próximo dia 13, quando os empregadores poderão optar pela novidade ou manter o
sistema atual, em que é pago o número de passagens concedidas ao funcionário no
valor de R$ 4,30 cada.
Por lei, as empresas
devem conceder o transporte aos seus servidores, que têm descontado 6% do
salário. Essa situação não muda com o PLT, mas há um maior número de viagens
disponíveis e um custo menor para o empregador. O novo serviço tem taxa fixa de
R$ 180 e o usuário pode fazer até 240 viagens mensais, com o limite de 8 por
dia, em um tempo de 30 dias. Ou seja, será possível utilizar em domingos,
feriados e para transportes além da ida e volta ao trabalho.
Na opção atual, a empresa arca, normalmente, com duas
passagens diárias aos funcionários, correspondendo com a ida e a volta ao local
de trabalho. Neste caso, se há o traslado por 20 dias no mês o custo é de R$
172 e, por isso, para quem recebe o vale transporte por mais que esse período
mensal, passa a ser mais benéfico cadastrar no PLT. O presidente da Companhia
Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), Tarcísio Abreu, relata que
atualmente o ticket médio do vale transporte pago pelas empresas na região
metropolitana de Goiânia é de R$ 222, o que corresponde a ida e volta de
trabalhadores por cerca de 26 dias mensais.
Nesse caso, a opção pelo PLT traria um desconto de 18,92% ao
empregador. Válido lembrar que para o trabalhador não há mudança quanto ao
desconto de 6% do salário. Com o preço fixado, o novo serviço passa a ser
benéfico à empresa no caso dela fornecer mais de 41 passagens mensais aos seus
funcionários. Abreu afirma que ainda não é possível estimar quando os
empregadores vão aderir ao novo serviço, pois depende de um planejamento de
cada empresa. A estimativa de 60% de adesão é baseada no valor gasto
mensalmente, em que esse índice é o que custeia acima dos R$ 180 fixados para o
PLT.
“É um benefício para o trabalhador também, além do valor a ser custeado. O
empregador deve pensar que é mais uma coisa a oferecer, como um vale
alimentação, seguro de saúde. Ouvimos do setor empresarial isso, que mais do
que salário é preciso oferecer benefícios”, afirma o presidente da CMTC.
O PLT é o segundo serviço lançado pelo sistema metropolitano
desde a reformulação dele, iniciada em janeiro deste ano. Em abril foi iniciado
o Bilhete Único, que permite o uso de até 5 passagens em um período de 2h30,
possibilitando a realização de integrações fora dos terminais, por exemplo.
Para o próximo mês, a CMTC ainda não definiu qual produto vai ser lançado, o
que depende dos estudos técnicos a serem feitos. Com informações da reportagem de Vandré Abreu de O Popular.
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