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A medida resultou em uma queda de arrecadação estimada em R$ 375,8 milhões no período, de acordo com cálculos da Secretaria de Economia
Congelamento de ICMS promovido pelo Estado torna gasolina R$ 0,26 mais barata em Goiás
06/05/2022, às 20:03 · Por Eduardo Horacio
Desde novembro do ano passado, o governo estadual
estabeleceu o congelamento do ICMS dos combustíveis com o objetivo de atenuar
as frequentes altas da gasolina, do etanol, do óleo diesel e do gás de cozinha.
A medida resultou em uma queda de arrecadação estimada em R$ 375,8 milhões no
período, de acordo com cálculos da Secretaria de Economia. O número abrange os
últimos sete meses e demonstra que o preço que chega ao consumidor não é
impactado pelo imposto estadual.
Goiás usa o preço de R$ 6,55 como referência para cobrar o
imposto da gasolina comum, desde novembro. Nas bombas, segundo dados levantados
da última quarta-feira, 4, pela Gerência de Combustíveis da Secretaria da
Economia, tendo como base os cupons fiscais, em média, o litro é vendido por R$
7,46. Ou seja, uma diferença de R$ 0,91 do valor usado como referência para a
cobrança do imposto estadual. Portanto, caso o governo não tivesse congelado, o
litro da gasolina seria de R$ 7,72, o que resultaria em preço médio R$ 0,26
mais caro.
O maior impacto na arrecadação foi no óleo diesel S10 e S500
com a redução de R$ 220,2 milhões no período. O produto está com preço fixado
em R$ 5,02 para a cobrança do ICMS, mas está sendo vendido nas bombas em média
por R$ 6,67. Sem o congelamento o preço seria R$ 6,93. Na comercialização da
gasolina o Estado registra perda de R$ 101,8 milhões, a segunda em importância,
logo após o diesel.
Na comercialização do gás de cozinha e do etanol hidratado
as perdas na arrecadação foram similares no período. No etanol hidratado foi de
R$ 27 milhões e no gás de R$ 26,2 milhões. A referência para a cobrança do ICMS
do etanol é de R$ 4,77 usada no início do congelamento. O produto custa em
média R$ 5,26 nas bombas. Sem o congelamento seria R$ 5,38. Já o botijão de gás
tem como base o valor de R$ 104,52 embora esteja custando em média R$ 122,56,
diferença de R$ 18. Sem o congelamento, seria R$ 124,72.
O Estado incluiu o período de sete meses na conta pois em
maio o preço médio ponderado ao consumidor final (PMPF) foi mantido no
congelamento, que será estendido até 30 de junho. Em junho, o Conselho Nacional
de Política Fazendária (Confaz) volta a se reunir para decidir se mantém ou
revoga o congelamento. Goiás defende a manutenção do congelamento do ICMS sobre
os combustíveis.
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