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Foto: Wesley Costa
"Hoje, temos uma dívida escalonada, com receita crescente”, explicou Caiado
‘Renegociamos uma dívida criminosa’, diz Caiado sobre reequilíbrio das contas do Estado
09/05/2022, às 19:02 · Por Eduardo Horacio
Em entrevista ao Grupo Jaime Câmara nesta
segunda-feira, 9, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) também falou das
medidas adotadas para conter a série histórica de déficit orçamentário que o
Estado convivia desde 2012. Logo no seu primeiro ano de mandato, Caiado
conseguiu reverter o quadro, passando a fechar as contas com superávit,
fundamental para o reequilíbrio fiscal e retomada dos investimentos.
Ronaldo Caiado lembrou que Goiás pagava, em serviços da
dívida, em torno de R$ 250 milhões por mês, cerca de R$ 3 bilhões por ano
somente com amortização e juros. O valor representava em torno de 12,5% da
receita do Estado, acima do teto de 11,5% permitido por lei.
“Renegociamos uma dívida criminosa. Ao precisar pagar uma
dívida grande, renegociamos para não pagar R$ 3 bilhões ao ano. Hoje, temos uma
dívida escalonada, com receita crescente”, explicou Caiado. Ele lembrou, ainda,
que ao assumir o governo, o Estado tinha dívidas com 4,5 mil fornecedores,
somando R$ 3,2 bilhões. Hoje, três anos depois, a carteira de credores se
resume a pouco mais de 200 fornecedores e um montante de R$ 230 milhões.
Venda da Enel
Outro tema abordado pelo governador durante a entrevista foi sobre a
possibilidade de venda da Enel Distribuição, concessionária de energia elétrica
que atende Goiás, sucessora da estatal Celg-D, vendida em 2016 pelo então
governador Marconi Perillo (PSDB). Caiado disse que é um assunto que tem
acompanhado de perto e que já esteve, inclusive, com o ministro de Minas e
Energia, Bento Albuquerque, preocupado em manter os interesses da população
goiana.
Caiado lembrou que a venda da estatal goiana foi um negócio
que gerou grande prejuízo. A Celg-D, que havia sido federalizada em 2011, foi
vendida por R$ 2,2 bilhões, cabendo a Goiás cerca de R$ 1,1 bilhões (R$ 800
milhões líquidos). O passivo deixado pela empresa, no entanto, assumido pelo
Tesouro Estadual, passou dos R$ 7,5 bilhões – somando o empréstimo com a Caixa
Econômica Federal, de cerca de R$ 2,5 bilhões; e outros R$ 5 bilhões em outorga
de ICMS à Enel.
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