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Além da ação no CNJ, a defesa de Sampaio entrou com uma ação contra os três promotores do caso no CNMP
CNJ envia queixa contra juiz do caso Valério para corregedoria da Justiça em Goiás
10/05/2022, às 10:34 · Por Redação
A corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) arquivou temporariamente
os autos de apuração de supostas parcialidades cometidas pelo juiz Lourival
Machado da Costa em relação ao julgamento do assassinato do jornalista
esportivo Valério Luiz de Oliveira e encaminhou para a Corregedoria-Geral de
Justiça do Estado de Goiás. A informação é do jornal O Popular.
A reclamação disciplinar foi feita pela defesa do empresário
Maurício Sampaio, acusado de ser o mandante do crime. O julgamento da exceção
foi um dos argumentos usados pelos advogados de Sampaio para abandonarem o
tribunal de júri do caso no último dia, 2, quando o julgamento foi adiado pela
terceira vez. Ele foi remarcado para o dia 13 de junho.
Desde que assumiu a defesa de Sampaio, em março deste ano, o advogado Luiz
Carlos Silva Neto faz declarações afirmando que Costa tem agido com
parcialidade no caso e que alimenta uma animosidade pelo empresário desde os
anos 1990. O magistrado nega. Na reclamação, a defesa pede o afastamento do
magistrado e alega que o juiz revogou decisões anteriores de outros juízes, o
que teria acabado prejudicando Sampaio.
Eles também questionam o fato de um depoimento de Marcus Vinícius Pereira
Xavier, em 2015, ter sido realizado sem a presença da defesa dele e dos outros
três homens envolvidos no crime. No depoimento, o homem acusado de ser um dos
articuladores do crime, entregou o esquema que culminou na morte de Valério
Luiz.
Além de Marcus Vinicius e Sampaio, também são réus o
sargento da PM Ademá Figueredo Aguiar Filho, acusado de ser o autor dos disparos,
o sargento reformado da PM Djalma Gomes da Silva e o empresário Urbano de
Carvalho Mota, acusados de ser articuladores.
A defesa argumenta ainda que o juiz era sócio de uma irmã em um escritório de
advocacia nos anos 1990, antes de ingressar no Judiciário como juiz, e este
escritório entrou com uma ação contra dois irmãos de Sampaio em nome de um
banco. Nesse processo, um apartamento dos irmãos foi penhorado a favor do
cliente do escritório e Maurício figurava como coproprietário do imóvel.
Além da ação no CNJ, a defesa de Sampaio entrou com uma ação
contra os três promotores do caso no Conselho Nacional do Ministério Público
(CNMP), alegando supostas parcialidades. A reclamação já foi arquivada. A
defesa de Sampaio também já entrou com recursos na Justiça pedindo o
afastamento do juiz.
Na última decisão negando o pedido da defesa, no dia 26 de abril, o
desembargador Ivo Favaro afirma que a suposta irregularidade pelo fato de
Lourival estar em um quadro societário do escritório de advocacia “em nada influencia
a ação penal em curso e não é motivo plausível para afastá-lo da direção do
feito em questão”. O processo ainda tramita no Judiciário.
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