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O governador defendeu a participação no processo de transferência de controle, com intuito de dar mais transparência e não perder de vista a atenção às carências do setor em Goiás
Em reunião no Ministério de Minas e Energia, Caiado sobe o tom contra Enel
11/05/2022, às 19:00 · Por Eduardo Horacio
O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) participou, na
última terça-feira, 10, de reunião no Ministério de Minas e Energia, em
Brasília, sobre a situação da Enel Distribuição, concessionária de energia que
atende Goiás. Acompanhado por parlamentares, Caiado buscou tratativas sobre a
possibilidade de venda da empresa que vem sendo ventilada nos bastidores. A
comitiva de Goiás relatou no encontro o descaso da Enel com os consumidores
goianos.
Caiado reiterou os questionamentos quanto às negociações
empreendidas pela companhia italiana para a venda da empresa. “Como uma empresa
como a Enel pode alegar que não tem conhecimento da legislação brasileira?”,
ponderou. “Eles estão agindo na clandestinidade”, alertou ao citar a falta de
transparência, até mesmo, junto aos órgãos de controle, como a Agência Nacional
de Energia Elétrica (Aneel).
A secretária-executiva do Ministério, Marisete Fátima Dadald
Pereira, avaliou que é importante a participação do Estado e informou que o
Ministério buscará informações junto à Aneel para avaliar a exploração do
serviço e obter dados sobre a venda da companhia. “Nós não tínhamos todas essas
informações que estão nos trazendo. A gente assume esse compromisso de buscar
junto à Aneel esse conjunto de informações de como estão essas tratativas”,
concluiu. Uma nova reunião será realizada para acompanhamento do caso.
O governador defendeu a participação no processo de
transferência de controle, com intuito de dar mais transparência e não perder
de vista a atenção às carências do setor em Goiás. “Vamos continuar essa luta
naquilo que tem sido o gargalo do crescimento de Goiás que é o fornecimento de
energia elétrica. Goiás hoje não consegue crescer mais porque não tem oferta de
energia elétrica”, frisou.
Para Caiado, o desempenho da empresa, em relação às metas e
exigências de contrato, está aquém do compromisso firmado, com “prejuízos
diários” em todos os segmentos da economia e ao cidadão comum. “Já é
insustentável e a situação hoje caminha para a caducidade, ou seja, a Enel chegou
ao total desleixo com as exigências para fazer com que o goiano tivesse uma
correta distribuição de energia e está fadada, neste momento, a perder a
concessão em Goiás”, afirmou.
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