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Problema começou ainda em janeiro, quando houve um surto de gripe
Surtos de gripe e dengue levam à escassez de remédios em Goiânia
16/05/2022, às 14:29 · Por Redação
Medicamentos muito procurados para dor e febre, como Novalgina e antigripais,
além de antibióticos em suspensão, que costumam ser prescritos a crianças,
estão em falta nas farmácias da Região Metropolitana de Goiânia.
O problema começou
ainda em janeiro, quando houve um surto de gripe. Além desses produtos, faltam
também outros para controle de hipertensão e diabetes, e remédios para
reposição hormonal após a menopausa, conforme aponta reportagem da jornalista KarlaJaime de O Popular.
Faltam medicamentos cujo princípio ativo é a dipirona, como
Novalgina. Remédios para hipertensão, controle de diabete, antibióticos e para
problemas respiratórios: maleato de enalapril, cloridrato de metiformina,
amoxicilina mais clavulanato e, nas síndromes respiratórias, salbutamol,
allegra pediátrico.
De fato, em apenas quatro meses, o Brasil registrou quase a
mesma quantidade de casos de dengue de todo o ano passado. No Centro-Oeste,
ocorreu um pico na taxa de incidência da doença por 100 mil habitantes neste
ano. Enquanto no País todo ela ficou em 254 casos a cada 100 mil habitantes, na
região esse número subiu para 920.
“A indústria não está com problema, admitimos o que era
possível caber na fábrica”, explica Marçal Henrique Soares - presidente
executivo do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas do Estado de Goiás
(Sindifargo). “O setor conseguiu se abastecer com insumos e embalagens”,
garante.
Marçal reclama, porém, que o tabelamento pelo governo “está
impossível de ser praticado”. Cita a dipirona injetável, a 70 centavos a
ampola. “Não dá para fabricar nesse preço e pode forçar a parar a produção”,
alerta.
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