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Foto: André Saddi
O governador ainda comentou sobre o congelamento da base de cálculo do ICMS sobre os combustíveis
Em entrevista, Caiado rebate Bolsonaro: ‘Não viram (em Goiás) o que se viu em Manaus’
16/05/2022, às 19:05 · Por Eduardo Horacio
Durante entrevista à Rádio Sucesso FM, de Goiânia, na
segunda-feira, 16, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) rebateu o
presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a necessidade do fechamento das atividades
econômicas durante a pandemia da Covid-19. “Não viram aqui o que se viu em
Manaus, com falta de leitos e de oxigênio para pacientes. Hoje estamos
preparados. Temos 23 cidades com estrutura. Por que fechei Goiás naquela época?
Nós precisávamos ampliar condições (de atendimento hospitalar) para receber
pacientes”, comentou, sem citar o presidente diretamente.
Sobre o desafio do momento na área da saúde, a dengue,
Caiado apresentou as medidas tomadas nos últimos meses, como a força-tarefa de
combate ao mosquito, que já percorreu Goiânia, Luziânia e Piracanjuba, entre
outros municípios. “Demos partida e fizemos o lançamento de uma campanha com
sentimento forte de combate ao Aedes aegypti. Botamos o Corpo de Bombeiros, as
forças de segurança, mas criamos também a ideia de implantar na cabeça do
cidadão a necessidade do cuidado”, finalizou.
O bate-papo também contou com a participação de ouvintes da
emissora de rádio, que questionaram, por exemplo, o tamanho do efetivo policial
de Goiás. Segundo Caiado, os concursos em andamento para contratação de
policiais militares vêm para fortalecer Goiás após um período de cuidado com a
legislação: “Goiás está saindo daquela situação onde não podia contratar
ninguém. Abri concurso apenas agora porque quebraram o Estado e, pela Lei de
Responsabilidade Fiscal, não era possível romper o teto de gastos com pessoal.
Mas os concursos estão aí. Já contratamos mais de 500 pessoas para a Polícia
Penal e vamos trazer mais policiais”, enfatizou.
O governador ainda comentou sobre o congelamento da base de
cálculo do ICMS sobre os combustíveis. “Em seis meses, foram mais de R$ 376
milhões que o goiano deixou de pagar de ICMS. Essa é a realidade que temos
neste momento. Com as fake news, hoje em dia, os mentirosos têm lugar para
falar. Mas os homens de bem também têm e nós vamos transmitir”, pontuou Caiado,
ressaltando que a incidência de cobrança do imposto é a mesma desde 1° de
novembro de 2021.
As ações em parceria com as prefeituras da região Metropolitana
de Goiânia na área do transporte público foram discutidas. “Por que, no nosso
governo, não teve um centavo de aumento no preço? Porque fazemos
contrapartidas. Não deixamos as empresas quebrarem e também não largamos o
cidadão de mão. O Estado banca R$ 72 milhões de subsídio para pagar as
passagens. Agora virá o Bilhete da Família e o Bilhete Meio Custo”, anunciou o
chefe do Executivo, mencionando outras políticas recém-lançadas no setor, como
o Bilhete Único e o Passe Livre do Trabalhador.
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