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Fábio Lima/O Popular
O juiz determinou que a pena seja cumprida em regime fechado
Acusado de matar advogados em Goiânia é condenado a 45 anos de prisão
18/05/2022, às 10:19 · Por Redação
Pedro Henrique Martins Soares, acusado de executar os advogados Marcus Aprigio
Chaves e Frank Alessandro Carvalhães de Assis, foi condenado a 45 anos de
prisão. O crime ocorreu no dia 28 de outubro de 2020 dentro do
escritório em que as vítimas trabalhavam no Setor Aeroporto, em Goiânia.
De acordo com a sentença proferida pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva,
o Ministério Público pedia a condenação de Pedro Henrique pelo fato dele ter
recebido a promessa de recompensa para assassinar alguém e utilizar de recurso
que impossibilitou a defesa da vítima. O advogado do acusado, por sua vez,
tentou pedir a absolvição do réu e queria que fossem eliminadas todas as
qualificadoras.
O juiz determinou que a pena seja cumprida em regime fechado, mas que haja a
detração do tempo, já que Pedro Henrique encontra-se preso em virtude do caso.
A condenação, ainda de acordo com a sentença, é necessária, pois ficou
demonstrada "a periculosidade do sentenciado no modo de agir a fama de
matador que era ostentada por ele."
As investigações apontaram que Pedro Henrique foi contratado pelo fazendeiro
Nei Castelli, para matar os advogados, depois que eles tiveram êxito em um
processo de reintegração de posse de uma fazenda da família Castelli, avaliada
em R$ 46,7 milhões. Ficou constatado que o fazendeiro chegou até Pedro Henrique
por meio do empresário Cosme Lompa Tavares, acusado de ser o intermediário do
crime.
Marcus Aprigio era filho do ex-presidente do TJ-GO, Leobino Valente Chaves, e
Frank Alessandro, filho do delegado aposentado Francisco de Assis. Segundo as
investigações, o agricultor pagaria R$ 100 mil para os contratados para
cometerem o crime caso eles saíssem impunes e R$ 500 mil se fossem presos.
Apesar da condenação de Pedro Henrique, não há previsão do julgamento de Nei
Castelli, segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça.
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