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Goiânia, 04/04/25
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Deputada federal Magda Mofatto, que estava à frente do partido, perdeu o posto para o pré-candidato ao Governo de Goiás Vitor Hugo, em uma ação da executiva nacional do PL

Mudança na presidência do PL em Goiás criou mal-estar, diz Magda Mofatto

21/05/2022, às 15:05 · Por Redação

Evitando dar declarações desde que o seu seu marido, Flávio Canedo, deixou a presidência do PL em Goiás, a deputada federal Magda Mofatto disse ao jornal O Popular que a entrega da presidência para o deputado federal Vitor Hugo (PL), que é pré-candidato ao Governo de Goiás, causou um mal-estar geral em todo segmento político. Magda conta à repórter que recebeu “uma infinidade” de ligações de diversos partidos e políticos “não acreditando no que aconteceu”.

“Então, nós tomamos a decisão de não falar. Deixa cada um ter a sua opinião”, disse. A deputada afirma que nem ela nem Flávio irão comentar as mudanças internas do PL goiano, pelo menos não por ora. A situação se iniciou quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) se filiou ao PL, após convite do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. Com isso, o partido atraiu bolsonaristas. Um deles foi o deputado Vitor Hugo, que era filiado ao PSL, sigla que se fundiu com o DEM para formar o União Brasil.

Com o desejo de ser candidato a governador, Vitor Hugo encontrava um obstáculo no PL, já que o partido goiano, comandado por Flávio e Magda, já havia fechado apoio ao ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha (Patriota). Mendanha chegou a ir a Brasília, onde se encontrou com Bolsonaro e declarou apoio à sua reeleição, na tentativa de obter a mesma contrapartida do presidente.

Ao mesmo tempo, Vitor Hugo tentava se fazer o candidato do PL, contando com a influência de Bolsonaro, de quem já foi líder do governo na Câmara dos Deputados. Na época, à imprensa, Magda e Flávio deram diversas declarações de que o deputado precisava provar que tinha votos para isso.

Por fim, o PL realizou uma reunião em Brasília com Bolsonaro, que contou com a presença de Costa Neto, de Magda e Flávio, do próprio Vitor Hugo, além do ex-senador Wilder Morais, e do senador Vanderlan Cardoso (PSD). A decisão foi de que o PL bancaria a candidatura de Vitor Hugo a governador e de Wilder para o Senado.


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