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Unidades de ensino da rede estadual já tiveram mais de uma ocorrência de indícios de atentados ou massacres por semana desde o início deste ano letivo

Cerca de 20 ameaças foram interceptadas por policiais em escolas de Goiás

21/05/2022, às 17:08 · Por Redação

Desde o início do ano letivo deste ano nas escolas da rede estadual de educação em Goiás, as autoridades policiais já interceptaram pelo menos 20 ameaças de atentados ou massacres nas unidades de ensino. O dado representa mais de um caso por semana e apresenta uma crescente, visto que em fevereiro a superintendência de Segurança Escolar da Secretaria de Estado de Educação de Goiás (Seduc-GO) verificou quatro casos, outros oito em março, seis em abril e dois até meados de maio.

Em razão disso, a gestão da rede trabalha para inserir ações pedagógicas e prevenir as ocorrências. Em abril, como mostra o jornal O Popular, a Delegacia Estadual de Apuração de Atos Infracionais (Depai) verificou que dois adolescentes, de 16 e de 14 anos, foram os responsáveis por enviar áudios com ameaças de massacre em uma escola estadual de Aparecida de Goiânia. Os envios começaram no domingo, 3, anunciando o atentado para o dia seguinte, mas desde o dia 1º os servidores da unidade encontraram uma pichação no banheiro com os dizeres “Massacre 04/04/22”.

Outro adolescente chegou a ser apreendido pela Polícia Militar (PM) por suspeita de participar do caso, mas as investigações apontaram apenas dois responsáveis, que confessaram. Um dos áudios afirmava: “Vai achando que essa p* é brincadeira. Amanhã o Colégio Villa Lobos cai, não quero nem saber”. O outro aluno disse: “Já estou levando facão e armas.” As falas garantiam que a servidora responsável por ficar na porta da escola seria a primeira a morrer e eram acompanhadas de fotos de armas.

O superintendente de Segurança Escolar da Seduc-GO, coronel Mauro Vilela, diz que os indícios são apurados e monitorados com o serviço de inteligência das polícias Civil e Militar. “Normalmente, colocam isso nas redes sociais e se divertem. Mas não desacreditamos das ameaças, investigamos todas, e em apenas dois (casos) não conseguimos encontrar os adolescentes.

Para ele, os atos de indisciplina dos alunos são naturais e sempre ocorreram, e que ocorre em toda instituição, mas que o caso das ameaças de atentados está além do natural. “Toda escola tem, desde que eu era aluno do Colégio Lyceu já existia indisciplina. Mas acredito que os alunos voltaram às aulas presenciais muito carentes, com energias reservadas.

Simulacro
Vilela conta que das 20 ocorrências, duas chamam mais a atenção, pois os envolvidos chegaram a apresentar uma arma nas escolas, mas em ambas tratavam-se de simulacros. Em Caldas Novas, na região Sul do estado, um adolescente chegou a entrar no colégio militar com o simulacro ameaçando atirar nos policiais, que tiveram de rendê-lo, enquanto que em Goiânia um aluno já maior de idade queria atirar em uma ex-namorada e teve de ser rendido pelo Batalhão Escolar da PM. Vilela acredita que o aumento do número de ameaças de atentado nas escolas se dá com a retomada das aulas presenciais após o período de isolamento em decorrência da pandemia de Covid-19.



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